
No Instituto Terapia Solidária, criado em 2007 em Fortaleza, voluntários, muitos deles ex-pacientes, dedicam-se a cuidar de pessoas, oferecendo diversas linhas de tratamento. Reiki, acupuntura, shiatsu, florais, jin shin jyutsu, massagens ajudam o paciente a reequilibrar a saúde, a energia e o humor. Quem ganha até um salário mínimo ou não tem condições de pagar, recebe tratamento grátis. Na primeira consulta o paciente passa por uma entrevista e avaliação. A partir daí é indicado o tratamento. O ITS fica na Rua Conselheiro Tristão, 1069, Bairro de Fátima, em Fortaleza.
Sob direção da terapeuta reikiana Lourdinha Soares, o ITS nasceu a partir da idéia da enfermeira e professora aposentada da Universidade Federal do Ceará, Lourdinha Paiva, que atuava como voluntária no Hospital do Câncer do Ceará. As duas Lourdinha e um grupo de amigos reikianos uniram esforços, inclusive financeiros, alugaram uma casa na Gentilândia, onde foi instalada a sede do ITS.
Lourinha Paiva está de licença por isso a Soares responde hoje pela direção da casa. Por mês, cerca de 200 pessoas são atendidas na nova sede no bairro de Fátima. As terapias oferecidas são: Acupuntura, relaxamento, florais de bach e minas, técnicas de respiração, visualização criativa, massagem terapêutica, shiat-su, reiki, reflexologia, jin shin jyutsu, calatonia, terapia de apoio a pacientes com câncer, grupos de auto ajuda para depressivos e pessoas portadoras de síndrome do pânico, oficina de memória, grupos de meditação. Estresse, depressão, doenças psicossomáticas estão entre as principais queixas dos pacientes.
A jornalista Olga Ribeiro convive com alto grau de estresse no trabalho. “Edito um telejornal que faz o resumo do dia. Tenho de estar sempre ligada para não levar nenhum furo”, explica. Como profissional, mulher, mãe de três filhos, lida com a necessidade de conciliar diversos aspectos da vida. No ITS, passou a fazer reiki, shiatsu e massoterapia e conta que sente muita diferença. Até no trânsito Olga diz que enfrenta os problemas com mais calma e tolerância.
Sua colega, também jornalista, Margareth Lima, revela que no ITS não encontrou apenas terapias para aliviar o cotidiano estressante. “O ambiente ali faz bem. Gosto de freqüentar o espaço, ver o trabalho dos voluntários. A forma como eles se doam, nos faz ter vontade de também ajudar”, diz.
De acordo com a diretora geral do ITS, Lourdinha Soares, o ITS hoje necessita de mais voluntários nas áreas de massoterapia e shiatsu. Quem desejar colaborar deve marcar entrevista. “Já chegou gente aqui pensando que iria ganhar dinheiro e desistiu logo”, conta Lourdinha, enfatizando que o trabalho realizado ali é voluntário. O selecionado passa a cumprir os horários previamente combinados com a direção.
A terapeuta holística Carminha Araújo conheceu o ITS como paciente e hoje dedica dois dias da semana ao atendimento do público: terça-feira à tarde e quinta-feira pela manhã. Ela trabalha com reiki, florais, aromaterapia e reflexologia. Para ela é uma missão cuidar do próximo. Com o reiki afirma que aprendeu a necessidade de “usar a energia de cura, que pode ser despertada em todos nós”.
Para garantir a sustentabilidade do ITS, além dos recursos obtidos com as consultas abaixo do valor de mercado, cobradas de quem tem condições, há uma parceria com o Instituto Celta, que promove cursos de qualificação e especialização em terapias complementares. O que é arrecadado nos cursos de nível técnico é doado para o ITS. Os próprios voluntários também colaboram mensalmente com valores que ajudam no pagamento das despesas da entidade.