UFC forma primeiro mestre em Ciência da Informação com deficiências múltiplas no N/NE

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Foto: Divulgação / Assessoria

Com a dissertação intitulada “Audio games no processo de aprendizagem de deficientes visuais: uma análise sob a mediação da informação”, orientado pelo Prof. Luiz Tadeu Feitosa, o bibliotecário Igor Peixoto Torres Girão fez parte da primeira turma do mestrado do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGCI) da Universidade Federal do Ceará, entre os semestres 2016.2 e 2018.2. Com múltiplas deficiências, o recém-mestre dá exemplo “de desconhecer a palavra limite e buscar sempre novos desafios, vencidos além das expectativas”, de acordo com professores e alunos do programa.

Ao tornar-se o primeiro mestre em Ciência da Informação com múltiplas deficiências do Norte e Nordeste do País, Igor foi homenageado com o troféu Waldo Pessoa, concedido pelo Instituto dos Cegos do Ceará às pessoas com deficiência visual que fazem a diferença na sociedade.

Outra conquista de Igor foi a aprovação, em 1º lugar entre os portadores de necessidades especiais, no concurso público para bibliotecário da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (SECULT). Ressalte-se que, mesmo na ampla concorrência, a colocação dele está dentro do número de vagas ofertadas, de maneira que assumiria o cargo ainda que não houvesse uma categoria específica.

Pesquisa

No âmbito da pesquisa de mestrado, Igor estudou as formas variadas de entendimento das informações e o processo de transformação de conteúdos em conhecimento pelos deficientes visuais, que, segundo ele, variaram de acordo com o tripé “cultura, grau da deficiência visual e ambiente”.

“Eu me matriculei numa instituição que oferece atendimento e educação para cegos, aproveitando minha deficiência visual para participar do dia a dia dos estudantes, através da etnografia e de conversas livres sobre o tema em questão”, conta o recém-mestre.

Ele esclarece que “os processos de estruturação mental foram testados e registrados por meio da ferramenta dos audio games, que mostrou como jogos educativos eram assimilados e como poderiam enriquecer a mediação da informação para deficientes visuais. Como valor agregado, foi gerada uma proposta de aplicação da ferramenta a metodologias de ensino baseadas no cotidiano prático dos alunos”.

Para Igor, o mais gratificante foi ver o resultado. “Minha pesquisa consegue ser exatamente o que eu queria; me fez crescer como pessoa, como pesquisador, e deu contribuição em várias facetas da cultura cega na academia”.

Fonte: Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação.

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